E-commerce: uma visão sobre o ano que passou e as expectativas para 2021

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expectativas para 2021 - capa

Em 2020, o e-commerce cresceu como nunca – e não dá sinais de desaceleração. O que deve vir por aí e quais as expectativas para 2021? 

Se te perguntassem agora, como você descreveria 2020 em uma palavra? Desafiador, maluco, ou até indescritível, quem sabe? Nós adicionaríamos uma: transformador. 

Esse ano transformou muita coisa – dos hábitos de consumo à forma como nos relacionamos uns com os outros -, reordenou prioridades e fez todo mundo se adaptar a uma realidade sem precedentes. Inclusive o varejo!

Quando as necessárias medidas de distanciamento social foram implementadas no começo do ano, lojistas e clientes enxergaram no e-commerce uma oportunidade de manter seus negócios funcionando e suas necessidades supridas com segurança. Os resultados dessa transição meio que às pressas logo foram percebidos: segundo dados da Ebit|Nielsen, o faturamento das vendas online subiu 47% só no primeiro semestre, maior alta em 20 anos, totalizando R$ 38,8 bilhões vindos de 90,8 milhões de pedidos feitos entre janeiro e junho. Foi um aumento de 70% em comparação com o mesmo período em 2019! 

Muita coisa mudou, tantos processos foram acelerados… O que será que vem por aí? Hoje, convidamos você a olhar para o ano que passou para, juntos, tentarmos entender as oportunidades que 2021 pode trazer. 

2020, o ano mais digital do varejo até hoje

2020 foi o ano em que 13% da população fez uma compra pela internet pela primeira vez, de acordo com informações da Nielsen, Comscore, Global Web Index, Kantar e MindMiners compilados pela Infobase Interativa. 

No primeiro semestre, 7,3 milhões de novos clientes passaram a fazer compras pela internet, e, segundo insights trazidos pelos nossos parceiros do Google, quem já tinha o hábito passou a comprar ainda mais! 54% dos consumidores aumentaram a frequência das compras online, e 38% passaram a comprar itens que costumavam adquirir pessoalmente. 

Engana-se quem pensa que esses números impressionantes se resumiram ao início da quarentena! No terceiro trimestre, foram feitas 79,2 milhões de compras online, um crescimento nominal de 76% em comparação aos mesmos meses em 2019, segundo relatório do Movimento Compre & Confie. De julho a setembro, foram gerados mais de R$ 33 bilhões, 85,1% a mais do que no mesmo período no ano passado. 

É que, num ano de transformações como foi 2020, surgiu também um novo perfil de clientes. São os digitais por opção, grupo formado por mais de 1/3 dos consumidores que, mesmo após a reabertura das lojas físicas, pretendem seguir usando o digital como canal principal de compras. 44% acreditam que já não há mais motivo para comprar um produto em uma loja física quando podem comprar online; 56% preferem pesquisar e descobrir novos itens online em vez de passear por uma loja física.

Prova disso é que, só em outubro, o e-commerce brasileiro recebeu 1,28 bilhão de visitas, crescendo 9,7% em comparação ao mesmo mês em 2019, segundo a edição de novembro do Relatório Setores do E-commerce no Brasil, divulgado pela Conversion. E, como o relatório Compre&Confie mostrou, o e-commerce brasileiro ganhou 5,8 milhões de novos consumidores neste terceiro trimestre. É cada vez mais gente comprando cada vez mais pela internet.

É interessante observar que, de acordo com os dados da Conversion, as categorias pet, alimentos e bebidas, casa, móveis e decoração, moda e acessórios e eletrônicos e eletrodomésticos foram as que mais cresceram desde fevereiro deste ano. As pessoas estão, mais e mais, contando com o e-commerce para consumir itens do dia a dia e alimentos, além dos conhecidos campeões de vendas online, como celulares e eletroeletrônicos.   

E não dá para falar de 2020 sem falar nela, a data mais aguardada pelo varejo – e a mais digital até hoje. A Black Friday, que prometia ser a maior desde sua chegada no Brasil há dez anos, veio com tudo, fechando os dois dias com vendas totais de R$ 4,02 bilhões no e-commerce, crescimento de 25,1% em relação ao ano passado, como informou a Ebit|Nielsen. Foram mais de 6 milhões de pedidos, número 15,5% superior a 2019, e um ticket médio de R$ 652, 8,3% maior do que o mesmo período no ano anterior. 

São dados muito positivos, que apontam que 2021 deve ser um ano cheio de oportunidades para quem já apostou (ou pretende apostar) nas vendas online. As expectativas para 2021 são altas!

Quais são as expectativas para 2021?

Depois de uma breve retrospectiva sobre o ano que passou, que deixou claro que o consumidor conta cada vez mais com o e-commerce, é hora de olhar para a frente e tentar prever tendências para 2021. Você tem algum palpite?

A chegada do PIX, serviço de pagamentos instantâneos do Banco Central, deve ter impactos sobre as vendas online. Além de trazer novos clientes, como os que ainda não têm cartão de crédito, o PIX tem benefícios como transações instantâneas, a qualquer dia e hora, tudo pelo celular. No universo do e-commerce, isso significa muito mais agilidade do que emitir e pagar um boleto antes de ter a compra aprovada, o que prolongava prazos de entrega – e sabemos bem como a data de recebimento do produto é um fator decisivo para o cliente fechar negócio, né?

Por falar em agilidade na entrega, o O2O, sigla em inglês para “online to offline”, deve crescer cada vez mais, o que é vantajoso para quem compra e para quem vende. O cliente ganha comodidade e rapidez para receber seu pedido, pois pode busca-lo no mesmo dia em um dos pontos de retirada espalhados por sua cidade, e o lojista aumenta o fluxo de visitantes em sua loja física, ao transformá-la em uma opção de coleta para produtos comprados pela internet.

Os vídeos ganham cada vez mais espaço entre os consumidores, que procuram por dicas, avaliações e resenhas de produtos antes de comprar. Para o lojista, apostar na produção de conteúdos assim pode resultar em mais visibilidade e relevância no ano que se inicia.

Isso lembra o formato de “live commerce”, que já é mania lá fora e foi trazido com exclusividade para o Brasil pela Americanas com o “Americanas ao Vivo”. Em transmissões ao vivo, o apresentador mostra produtos, seus usos e diferenciais para o público, que pode comprar o que vê na tela em poucos cliques.

A Ebit/Nielsen apontou um novo comportamento, tanto do consumidor quanto das lojas, na Black Friday de 2020: os “esquentas”, ações e promoções realizadas antes da data oficial, ganharam muito espaço no e-commerce. O resultado foi vendas mais altas durante todo o mês de novembro, estratégia que deve se repetir no ano que vem.

Em 2020, o e-commerce bateu recordes, recebeu mais de 150 mil novos lojistas e os marketplaces passaram a ser responsáveis por mais de 70% das vendas online. Dá para ter uma boa ideia do que 2021 nos reserva! 

Conte com a gente para impulsionar seus resultados e levar seu negócio cada vez mais longe.

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