Coronavírus: o que o pequeno varejista pode fazer para atravessar esse momento?

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Em um momento delicado imposto pelo coronavírus, veja algumas ações que o pequeno varejista pode tomar para proteger o negócio

O coronavírus (covid-19) tem causado um grande impacto ao redor do planeta, modificando a vida das pessoas e exigindo maior cooperatividade entre cidadãos de todos os lugares. É por isso que quem possui uma grande empresa no ramo varejista, precisa entender como é possível analisar seu negócio e fluxo de caixa para contribuir nesse momento. 

Por outro lado, os pequenos negócios também têm um papel fundamental nessa hora: muitos deles serão essenciais para o país atravessar toda essa crise. 

Se sua pequena empresa tem expertise na fabricação de álcool gel, máscaras, respiradores e outros artigos essenciais para a assistência da população, pode simplesmente tentar focar seus esforços na produção de mais produtos. Se você vende itens básicos de higiene e alimentação, pode começar a adaptar seu negócio para o delivery, por exemplo.

O fato é que muitos negócios também terão que se adaptar para sobreviver a um momento como esse, enfrentando a diminuição no fluxo de clientes e buscando alternativas para se adaptar a um novo cenário.

Se você tem um pequeno negócio e busca alternativas para atravessar a crise provocada pelo coronavírus, aqui estão algumas dicas do que fazer:

Não negue o problema

Encarar esse problema conjuntamente é uma responsabilidade social de todos. Se você tem uma loja física e pode adaptar sua operação para vender online ou por telefone, é a hora de fazer isso.

Este é um momento muito importante para todos e entender nosso papel social nessa hora é um dos passos mais importantes que podemos dar para proteger nossos entes queridos e toda a sociedade. 

Revisão de metas e investimentos

Em um momento como esse, também é essencial revisar seu planejamento do ano. 

Muitas vezes, estabelecemos metas e previsões em um cenário totalmente diferente e que as novas perspectivas nos obrigam a revisá-las e alterá-las.

Por isso, se você planejou investir no negócio ou fazer grandes mudanças no segundo e terceiro trimestre, vale a pena entender se isso ainda faz sentido nesse momento ou se é melhor esperar um pouco.

Caso suas metas de expansão estejam alinhadas com o momento, como, por exemplo, passar a fazer delivery ou vender pela internet, pode ser que valha a pena seguir seu planejamento. Do contrário, pense muito bem o que vale fazer agora e o que pode ser colocado em segundo plano.

Enxugar despesas invisíveis

Mais do que nunca, esse é um momento que exige uma bela revisão no seu orçamento e corte de custos desnecessários. E a melhor forma de começar a enxugar seu orçamento é dar uma geral em cada despesa de sua loja, em especial, os custos invisíveis, ou seja, aqueles que nos habituamos a pagar, mas que poderiam ser cortados.

Alguns exemplos são: 

  • impressões que poderiam ser resolvidas eletronicamente
  • ligações que poderiam ser calls por vídeo ou e-mails
  • luzes acesas em momentos de boa claridade exterior
  • ar-condicionado e ventiladores ligados em dias que não estão tão quentes

Dê uma geral nestas contas e certamente verá que ainda é possível economizar sem precisar fazer transformações tão grandes e impactantes em sua operação.

Ah, e lembre-se que a tecnologia pode ajudar bastante as empresas mesmo que, por hábito, muitas acabem replicando modelos pré-existentes e que são custosos – em alguns casos, com prejuízos até para o meio ambiente.

Adaptar o modelo de vendas

Outra dica para não perder vendas é entender se o seu negócio pode ser adaptado para o modelo de delivery por telefone ou venda no comércio eletrônico.

Com tantas pessoas evitando sair de casa, essa é uma forma de chegar até o público usando seu sortimento atual, e com pouquíssima adaptação de sua loja.

Se você tem pouca experiência com vendas nesse formato, procure começar restringindo os locais de entrega para, aos poucos, ampliar sua área de atuação. Além disso, se você tem receio de investir muito em um e-commerce próprio, procure começar a vender em outras lojas virtuais que atuam com modelos de parcerias. Os marketplaces, por exemplo, não exigem investimento inicial para anunciar seus produtos e você só paga uma comissão por vendas.

A demanda de itens de necessidades básicas, com vendas eletrônicas, está aumentando e se o seu negócio estiver preparado, será possível atravessar esse momento sem tanto impacto financeiro em sua loja. 

Um outro ponto importante aqui é preparar seus profissionais para esse modelo de vendas, tanto da operação, como quem fará as entregas para o consumidor, prezando pela segurança dos mesmos, com o fornecimento de equipamentos de proteção e higiene, como o álcool gel, por exemplo.

Aproveitar o comércio local

Com a sobrecarga de pedidos para grandes varejistas, muitos deles não estão conseguindo suprir as demandas dos clientes. Com isso, os pequenos varejistas bem preparados podem se sobressair nas vendas locais, já que possuem sortimento para atender o público e facilidade de entregar nas proximidades de onde estão.

Por isso, se você tem uma loja pequena pode aproveitar estas oportunidades, incluindo ao aderir a iniciativas como o “Apoie o comércio local”, feito pelas marcas do B2W Marketplace – Americanas, Submarino e Shoptime – que destacam estas lojas na busca por região.

É fácil participar da ação e, além disso, é benéfico tanto para os pequenos lojistas como para os clientes.

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