Como fazer uma pesquisa de mercado no varejo?

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pesquisa de mercado

Fazer uma pesquisa de mercado ajuda o varejista a conhecer melhor seu público-alvo, concorrentes, além de identificar oportunidades de se posicionar, quais itens vender e preços a serem praticados de forma a se manter competitivo. Por isso, elas podem fazer muita diferença para quem pretende se destacar vendendo on ou offline.

O primeiro passo ao iniciar sua pesquisa é separar aquilo que é um dado do que é uma crença sobre seu mercado. A análise precisa ser 100% comprometida com fatos coletados e bem interpretados sobre seu negócio. 

Além disso, é importante entender que toda pesquisa pode apresentar um desvio padrão, ou seja, resultados específicos que destoam da média. Assim, é importante entrevistar muitas pessoas, conflitar dados de fontes diferentes para começar a ter uma visão mais realista e informações isentas e coerentes com a realidade.

E para começar, aqui estão algumas formas de conseguir informações relevantes sobre seu negócio em uma pesquisa de mercado:

1) Entrevistas e questionários

Entrevistar clientes atuais e potenciais ou criar questionários online são algumas formas básicas para conseguir informações a partir de quem realmente pode se interessar pelo seu produto.

Você pode aproveitar estas entrevistas e questionários para fazer perguntas que conciliam dados demográficos sobre as pessoas (sexo, idade, renda, escolaridade, região), com informações mais qualitativas, como: se elas se interessam pelo seu produto, onde costumam comprá-lo, em que momento o utilizam, como ele as ajuda com alguma necessidade e se há alguma necessidade não atendida.

2) Pesquisas oficiais 

Sempre é bom lembrar que existem empresas focadas em pesquisas de mercado, que usam métodos muito estruturados na coleta de informações e, com isso, podem trazer uma visão mais profunda sobre o mercado e público-alvo.

O IBGE, por exemplo, é um órgão especializado em coletar informações geográficas e estatísticas aqui no Brasil, trazendo dados populacionais e de comportamento do brasileiro. Você consegue entender desde a quantidade de homens e mulheres no país até a quantidade de pessoas que usam smartphone para acessar a internet ou que compram online.  

O Webshoppers, relatório de e-commerce divulgado pelo Ebit também é uma grande referência do varejo virtual, que traz dados de vendas e consumo muito importantes para o varejista, incluindo categorias mais vendidas em grandes datas comerciais. 

Outra pesquisa de varejo que vale a pena acompanhar é a realizada pelo CNDL 

(Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) junto ao SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). 

Fique atento a todas as organizações oficiais e institutos privados de pesquisa e mantenha uma rotina de acompanhar novas publicações, já que elas podem antecipar mudanças de comportamento do consumidor e do mercado em geral.

3) Google Search

O Google Search é o site de pesquisa do Google com base em palavras-chave. 

Quando você pesquisa por algum termo ele pode trazer dois tipos de resultados: os orgânicos e os patrocinados. 

Os patrocinados costumam aparecer com uma indicação de “anúncio” ou em uma caixa de itens patrocinados, logo no início da página. Já os orgânicos ficam ao longo da página, logo após os anúncios.

Nos anúncios patrocinados aparecem antes as marcas que possuem um site mais relevante para o termo e que estão dispostas a pagar mais pelo clique. Já a ordem dos sites orgânicos é totalmente baseada em relevância dos sites em conformidade com as diretrizes do Google.

Quando você pesquisa pelo seu produto no Google consegue ter a percepção de como outras marcas concorrentes se posicionam, se investem ou não em mídia paga (anúncios patrocinados) e se o site está bem trabalhado para aquele termo (aparece na busca orgânica).

São insights importantes para entender como se posicionar melhor e as ações que terá que tomar para se destacar quando os clientes procurarem pelo que você vende. 

4) Google Analytics

O Google Analytics é uma ferramenta de análise de sites e blogs oficiais. Se sua marca tem um site oficial vinculado ao Google Analytics pode conhecer melhor quem são as pessoas que acessam o site (homens ou mulheres), de onde (regiões de acesso), a partir de qual dispositivo (desktop, mobile) e as páginas mais vistas.

Essa visão pode ser confrontada com as entrevistas, por exemplo, para ver se seu site está qualificado para atrair o tipo de consumidor que mostrou interesse pelo seu produto. Se você tem muito acesso, mas vende pouco, pode saber mais como melhorar o site para atender bem seu cliente.

O Google Analytics pode trazer dados como, por exemplo, a página de saída – a última página acessada antes dos clientes saírem do seu site, caso tenha um e a taxa de rejeição, que é a porcentagem de pessoas que saíram do site sem clicar em nenhuma outra página interna. Estas são formas de entender quando e onde melhorar.

Vale lembrar que a taxa de rejeição de um e-commerce costuma variar entre 20% e 45%, e para blogs entre 65% e 90%, segundo pesquisa do customedialabs. Se você anda muito fora da média, vale revisar sua estratégia.

5) Google Trends

O Google Trends é outra ferramenta interessante para conhecer melhor seu mercado e as tendências de pesquisa dos clientes.

Ele mostra quais termos de busca apresentaram crescimento e foram mais digitados pelas pessoas na ferramenta do Google Search. 

Quando você conhece estes termos consegue entender melhor o mercado atual e pode se preparar melhor para as vendas.

Vamos supor que você venda cosméticos para cabelo e perceba que há um crescimento absurdamente alto na busca por shampoo a seco. Ao identificar isso, saberá que vale comprar mais destes produtos com os fornecedores, porque provavelmente a demanda por ele poderá aumentar.

6) Facebook Insights

Se sua loja possui uma fanpage, ou seja, uma página de marca dentro do Facebook, aqui está outra ferramenta que você utilizar para entender quem são as pessoas que seguem e interagem com sua empresa.

Alguns dados que você pode consultar são: informações demográficas, como idade, sexo, estado civil e cargos profissionais, informações geográficas, idiomas falados pela pessoa, interesses e estilo de vida e páginas que as pessoas curtem.

Estes dados permitem um bom aprofundamento sobre quem acompanha sua marca, permitindo percepções mais qualitativas e comportamentais do público. As páginas curtidas, por exemplo, podem indicar interesses pessoais, valores e hábitos do seu consumidor.

7) Ferramentas de comparação de preço

Outra percepção que você pode extrair do mercado é a de posicionamento por preço. Alguns sites gratuitos de comparação de preço podem indicar, de forma gratuita, quais lojas vendem um determinado produto e a qual preço, sendo um indicador sobre sua própria oferta e como ela aparece em relação aos demais lojistas.

Há também softwares pagos, que te mantém atualizado sobre mudanças de preço, mantendo histórico de ofertas e indicando até mesmo quando seu produto está exclusivo, sem concorrentes. 

Todas estas visões te ajudam a entender melhor como se posicionar por preço para ser competitivo, sem queimar margem de lucro desnecessariamente.

Vale lembrar que seu preço deve estar em conformidade com o mercado e alinhado ao seu perfil de público-alvo, já que ele também direciona o posicionamento de sua marca. 

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