11 dicas para quem deseja vender roupas

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começar a vender roupas

Veja como começar a vender roupas e dicas para se posicionar nesse mercado

Começar a vender roupas é algo que pode tanto ajudar a incrementar seu orçamento, como criar uma fonte que responda por 100% do seus ganhos. Há muitas possibilidades nesse mercado, com foco em públicos diversificados.

Mas, para chegar até onde deseja, algumas coisas são fundamentais, como organização e direcionamento. A seguir trazemos 11 dicas de como você pode vender roupas de uma forma planejada e que gere ótimos resultados a longo prazo. Confira!

1) Escolha quais estilos de roupas irá vender

Para quem está começando, pode ser difícil decidir quais modelos de roupas começar a vender. Aqui é importante planejar uma boa diversificação de seu sortimento para evitar ficar preso a um único produto, como, por exemplo, vender apenas camisetas masculinas básicas na cor branca.

No entanto, tentar trabalhar todos os nichos possíveis de uma só vez pode gerar uma necessidade de compra muito grande para quem ainda está no começo. Fora isso, haverá pouco tempo para analisar tantos concorrentes e se especializar no mercado e clientes.

Uma dica é que você foque em algum (ou alguns nichos) de roupas e, conforme o negócio for ganhando espaço, você planeje atuar com outros estilos. Alguns estilos que você pode vender são:

Algumas opções que você pode trabalhar são:

  • Roupa íntima – Ex: conjuntos de lingerie, cuecas, podendo incluir roupas de dormir, como camisolas, pijamas, short-doll, etc;
  • Roupa de praia/ banho – Ex: biquini, maiô, sunga, saída de praia, canga, etc;
  • Roupas fitness – Ex: calça, top, shorts para academia, podendo incluir roupas para modalidades especiais, como luta ou yoga;
  • Roupas básicas – Ex: jeans, calças de linho, camisetas de algodão de cores básicas);
  • Roupas de festa – Ex: vestidos de festa, costume, terno, etc;
  • Calças jeans – Ex: calças femininas e masculinas, de diferentes estilos, lavagem e tamanhos;
  • Camisetas – Ex: diferentes tipos de camisetas básicas ou camisetas de banda, filmes, série, etc;
  • Moda urbana ou streetwear – Ex: roupas para uso do dia-a-dia ou para trabalho;
  • Uniformes – Ex: uniformes reflexivos, aventais, jaquetas para chef de cozinha, etc;
  • Moda gestante – Ex: estilos diferentes de roupas, como batas, vestidos, calças e etc. com foco em atender mulheres grávidas;
  • Moda plus size – Ex: estilos diferentes de roupas, como calças, blusas, casacos, camisetas e etc. com foco em atender pessoas que usam tamanhos grandes;
  • Moda evangélica – Ex: estilos diferentes de roupas, como saias, blusas, vestidos, termos e etc. com foco em atender pessoas evangélicas;
  • Roupas sustentáveis/ ecológicas – Ex: roupas feitas com materiais sustentáveis ou com processos sustentáveis, sem agressão animal e/ou com processos de trabalho socialmente comprometidos;
  • Moda surf – Ex: bermudas, tênis, chinelos, camisetas e etc. focadas no público de surf;
  • Moda country – Ex: jeans, camisas, chapéus, botas, cintos e etc. focados no público country.

Ou ainda, com uma divisão por sexo ou idade:

  • Roupas para bebês;
  • Moda infantil;
  • Moda jovem;
  • Moda feminina;
  • Moda masculina.

Você pode começar por estilos que você tenha maior familiaridade e que sejam mais fácil para você conseguir fornecedor e clientes. E, com o tempo, você poderá ampliar seu espaço de atuação, conforme as oportunidades.

Uma forma simples de entender o que o mercado está procurando é fazer uma pesquisa pelos produtos no Google Trends

Basta digitar o termo no site, como “roupa de praia” para ver quando existem picos de busca pelo item. Neste exemplo, o pico se repete nos meses de dezembro e início de janeiro.

2) Analise seus fornecedores

Depois de escolher seu nicho de atuação, é fundamental fazer uma análise detalhada de fornecedores. 

Se você pretende vender itens que você mesmo fabrica, essa etapa é dispensável, do contrário, terá que saber exatamente quais lojas podem fornecer os produtos que deseja a preços competitivos e em grandes quantidades.

Investigue as lojas em sua região (ou pela internet) que possam vender itens de boa qualidade e no atacado. Sempre considere a reputação do fornecedor, qualidade de seus produtos, transparência nos processos, preço e regularidade da empresa.

Não esqueça de exigir a nota fiscal em todas as compras, já que terá que declarar cada item vendido futuramente. 

3) Entenda seu público-alvo 

Para vender roupas e superar a expectativa de seu cliente, é essencial conhecer bem quem são as pessoas que compram seu produto.

Você precisa analisar quem são as pessoas que compram esse produto, qual a expectativa que elas têm com o item, o que consideram uma boa ou uma má compra.

Essa visão te ajudará a fazer compras melhores, focadas em seu cliente.

Para começar a conhecer seu cliente, você pode:

  • Visitar lojas físicas e virtuais que vendam seu produto para entender como o cliente compra e as lojas se posicionam para ele;
  • Fazer pesquisas direcionadas ao seu público-alvo;
  • Conversar com os fornecedores para entender melhor o mercado;
  • Pesquisar quais itens são mais procurados e mais vendidos nesse nicho.

Para o último fator, também vale utilizar o Google Trends, mas buscando pelos produtos dentro da categoria. Na moda praia, por exemplo, algumas buscas possíveis seriam por itens mesmo, como “biquíni de crochê” ou “saída de praia”.

4) Crie um Plano de Negócios

O Plano de Negócios, como o próprio nome já adianta, é uma forma de planejar o direcionamento do negócio. Ele organiza insights que você já teve, como o produto vendido e visão sobre mercado e público-alvo, mas traz outras informações adicionais – e essenciais – para sua loja.

Um bom Plano de Negócios antecipa o direcionamento da empresa, trazendo alguns pontos como:

  • Nome da loja – ou seja, sua marca;
  • Produtos vendidos – a categoria escolhida e também mais detalhes sobre cada produto;
  • Custos – o valor de cada item que irá comprar, além de custos da operação de venda (estoque, funcionários, energia, telefone, embalagens, etc);
  • Preço – o valor que irá vender cada item para justificar seus custos e gerar lucro;
  • Capital investido – quanto você pretende investir no negócio para ele começar a funcionar;
  • Capital de giro – quanto você terá em caixa para suprir a necessidade do negócio durante os primeiros meses.

Por outro lado, algumas empresas têm adotado hoje em dia algo conhecido como MVP, ou Mínimo Produto Viável. Isso quer dizer que elas focam apenas nas informações mais básicas para tirar o negócio do papel e vão adaptando outros pontos conforme a dinâmica do mercado e seus concorrentes. 

5) Organize seu objetivo e estratégias

Para chegar em algum lugar, você precisa saber para onde está indo e qual seu objetivo de “chegada”, isto é, sua meta.

A definição de um objetivo ambicioso e, ao mesmo tempo, realista, pode ajudar em sua trajetória comercial, seja para a tomada ou mensuração de suas ações.

Por isso, procure traçar uma meta de vendas por período. Ex: vender x peças em y meses ou vender x reais em y meses.

Além disso, planeje as ações que pretende tomar para chegar onde deseja, como criar anúncios em períodos específicos ou itens estratégicos.

6) Abra sua empresa no segmento de roupas

Sim, ter um CNPJ regularizado é um passo importante para suas vendas e também para garantir um público qualificado para sua loja.

Com um CNPJ você pode:

  • Ter maior segurança sobre a permanência de sua empresa – uma empresa irregular pode ser fechada a qualquer momento;
  • Vender em canais sólidos – para ter parcerias de confiança, é essencial se apresentar como uma empresa sólida e de confiança e um CNPJ é básico para isso;
  • Alcançar clientes qualificados – para atingir um público qualificado, é essencial que você tenha uma empresa regular e emita notas fiscais.

Você pode começar sua operação como MEI ( Microempreendedor Individual). Para isso, basta seguir os passos para abertura da empresa no Portal do Empreendedor. Vale lembrar que para vender como MEI é necessário faturar no máximo R$81 mil por ano.

Ah, e na hora de abrir o CNPJ, não esqueça de escolher um CNAE adequado para sua categoria de vendas: ou seja, que te permita vender roupas e no varejo. 

7) Tenha uma conta bancária associada ao seu CNPJ

Além de abrir um CNPJ para seu negócio, é muito importante criar uma conta bancária empresarial, que fique vinculada ao nome da empresa que você abriu.

Existem muitos bancos que você pode analisar na hora de abrir sua Conta-Corrente de Pessoa Jurídica. Procure analisar as vantagens de cada um para seu perfil de negócio.

Vale lembrar que todas as entradas e saídas de dinheiro referentes ao negócio devem estar centralizadas nesta conta. Dessa forma, você garante maior transparência na operação, além de ter maior controle se os resultados estão ou não sendo alcançados.

8) Escolha bem os canais de venda

Você terá uma loja física ou virtual ou ambas? Conhecendo bem seu público fica mais fácil tomar essa decisão.

A loja física pode te ajudar na hora de construir uma experiência mais personalizada para o cliente. Por outro lado, lojas virtuais, além de mais baratas, podem te ajudar a vender para o Brasil inteiro, além de terem dados que ajudam a direcionar sua estratégia de marketing e vendas.

9) Venda nos marketplaces

Uma dica para iniciar suas vendas é vender nos marketplaces. Eles são grandes lojas virtuais, como a Americanas.com, Submarino e Shoptime, que permitem que você cadastre e venda seus produtos para os clientes que já acessam esses sites. 

Além do grande potencial de vendas dos marketplaces, que atingem clientes de todo o país, eles ainda oferecem algumas vantagens como:

  • Plataforma pronta – o canal já é consolidado, com investimento em segurança, meios de pagamento e marketing, com tudo pronto para sua loja começar a vender;
  • Não ter custo inicial – os marketplaces não exigem custo para iniciar as vendas: todo o processo de cadastro de parceria é gratuito e o lojista só paga uma comissão sobre vendas;
  • Auxílio para vendas – outra vantagem do canal é que alguns deles podem oferecer soluções que ajudam os lojistas na operação, como a parte logística de entrega do produto ou treinamentos para vender na plataforma.

10) Faça uma boa vitrine e/ou cadastro do produto

Seja para uma loja física ou virtual, a apresentação do produto é fundamental.

Por isso, se você optar por vender roupas em uma loja física, não ignore fatores como:

  • Vitrinismo: a vitrine é um chamariz para o cliente entrar na sua loja;
  • Disposição dos itens na loja: a decoração da loja, além de manequins e araras com os produtos também ajudam o cliente a passear pela loja e conhecer melhor as opções disponíveis. Uma boa visão de espaço é fundamental;
  • Vendedores qualificados: tenha certeza que os vendedores saibam muito bem as informações sobre os produtos: tecidos, cores disponíveis, modelos e etc.

Se optar por vender roupas em uma loja virtual, foque no cadastro do produto

  • Textos de qualidade: escreva informações detalhadas do produto vendido, com um título e descrições bem feitos;
  • Informações técnicas: não deixe de passar informações técnicas sobre o produto, pensando que o cliente pode desejar saber detalhes sobre o corte, composição do tecido e etc.
  • Fotos vendedoras: tire boas fotos do seu produto, em ângulos diferentes, com opções de imagem em fundo branco e com modelos utilizando o item. Assim, o cliente poderá notar detalhes da roupa, caimento e etc.

11) Analise resultados regularmente

Se lembra do objetivo que você traçou? Ele nunca deve ser perdido de vista quando suas vendas começarem a surgir.

Sempre analise se seus resultados estão ou não dando certo e, claro, se não estiverem, repense seu direcionamento, reveja as estratégias e entenda as opções disponíveis para chegar até onde deseja.

Leia também:

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O que é e por que se atentar ao Código de Defesa do Consumidor ao vender no varejo?

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